Mais cliché que um blog de faça você mesmo impossível.

Porém, recentemente me vi louca pra ensinar como fazer certas coisas que eu amei fazer eu mesma, sem um pingo de conhecimento! Então… Porque não? Ei, você, marujo-de-primeira-viagem-quando-o-assunto-é-DIY, partiu fazer loucuras?

Hoje é dia de descolorir cabelo preto, e colorir (de azul turquesa, ou quase)

Brincadeiras a parte, me vejo também na obrigação de explicar que funcionou pra mim, porque eu sou um individuo, e como tal tenho todas as minhas individualidades duh, particularidades e background, lá vai: Arina, 20 anos, cabelo preto, preto mesmo de verdade, nunca fiz nada, nadica de química, chapinha, escova, bliblows, tirando formaturas, casamentos, etc. A verdade é, não sou heavy user, isso significa que meu cabelo é virjão, pronto pra novas experiências, principalmente quando se trata de descolorir.
Se esse não é o melhor tutorial pra você, procure outros. Eu falo isso na melhor das intenções, existem mil tipos diferentes de informações out there, e as chances de você encontrar algo que seja mais confortável ou mais aconselhável são muitas. Sabendo que eu não sou profissional, e nunca pintei o cabelo de ninguém, vamos ao que interessa.

Primeiro, antes de mais nada, se você quer cortar também… PARE! NAO FAÇA NADA! Ai Arina, para de mandar na minha vida! Sério gente, corta só depois de descolorir e pintar, que aí você tira as pontas zumbis.

1 PREPARE YOURSELF: Se essa não for uma decisão louca de um dia pro outro, comece a preparar seu cabelo pra batalha. Hidratações caseiras são as suas melhores amigas. Antes e depois de tudo, ok?

2 GASTE SEU PRECIOSO $$ COM VOCÊ MESMO

Eu usei produtos gringos porque eu to na gringa, mas se eu estivesse no Brasil, ia dar a louca de qualquer jeito.

_ Manic Panic Flash Lightning Bleach Kit 30vol
_ Ice Cream
_Lorál Feria Platinum Blonde

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Paz, Amor, Toronto e Design

Sair do Santos Dumont as 5 da tarde, dando até logo pro por-do-sol que eu vou sentir falta, pro Cristo, Pão de Açúcar, Pedra da Gávea… Família, amigos, gato. Naquele dia eu e Lucca percebemos o quanto a gente ia precisar um do outro, agora a gente é família, e a gente vai se cuidar que nem gente grande.

Bizu time! Você, amigo que viaja com seu “meu bem” (e olha que eu não o exato oposto de uma namorada calma), existem coisas na vida que não vale brigar. Hoje, eu quero paz, amor, Toronto e Design. De resto, uma sobrinha pra comprar roupa também pode.

Depois de muito chororô e abraços apertados em todos, da decolagem que dava início pra uma nova etapa na nossa vida, é dada a largada de uma corrida louca rumo ao dia 1 de Setembro. Até lá, amigo, partiu dor de cabeça.

Tenho algumas dicas que vão ajudar os amigos intercambistas:

1 Quando as pessoas te dizem pra levar uma roupa sobressalente pra caso sua mala seja extraviada: leve! Não é nada legal ficar com duas calcinhas pra vida :c

2 Se você for fazer muitas conexões, isso vale mais ainda quando são conexões tipo Gol > United Airlines > Air Canada (uma combinação totalmente hipotética, veja bem). Cuidado pequeno gafanhoto, 70% de chance de dar ruim.

Pois é, agora você vê como foram meus primeiros momentos aqui nesse Torontão de meu deus.

Fora isso, o que mais eu posso dizer? Carros param pra você passar mesmo com o sinal aberto pra eles, caixas de supermercado te perguntam de verdade como está sendo seu dia, pessoas nos ônibus ˜brigam˜ umas com as outras pra saber quem vai ceder o acento pro cara com carrinho de bebê… As lojas não tem grades, nem detectores de roubo, os bancos não tem portas com detector de metal. Resumindo? Aqui a gente é civilizada, não porque tem uma câmera te vigiando – mas porque é a coisa certa a se fazer – isso já tá intrínseco na sociedade e pronto.

Ah, meu plano mais ou menos básico de celular tem 500MB. Eu vivia o mês inteiro com 25. Tá, Oi?

Sobre a cidade, busca de apartamentos, primeiras impressões, choques culturais, leia os próximos diários de viagem hihihihih Tenho um milhão de coisas loucas pra falar sobre Toronto.

Dá uma olhada nas fotos na galeria aqui do lado, tem umas coisas mucho nice.

Passo 11: Inscrição CBIE

Após passarmos por todo o stress dos outros 10 passos do post anterior, está na hora de lidar com a parte específica.
Antes de mais nada, você precisa ter o passaporte, ou ter dado entrada no passaporte. Até então, você só lidou com a sua própria universidade e com o CNPq. Assim que você recebe esse ultimo aceite, tá na hora de virar internacional e lidar com o CBIE!

~ BIZU TIME ~ Existem muitos blogs/vlogs específicos sobre Canadá, Toronto, etc. Quanto mais parecida a sua situação com outro aluno candidato, melhor. Então procure!

Um muito bom e bem escrito é Délio no Canadá. Quando eu achei esse blog, eu era uma pequena-wannabe-intercambista e li tudo com os olhos brilhando – principalmente porque o Délio era aluno da faculdade que eu mais queria no universo: OCAD University.

Lá achei um post sobre as etapas do CSF, e minhas dúvidas ficaram bem menores. Aprendi que se eu me organizasse ia dar tudo certo. Então dá uma olhada aqui embaixo, vamo junto.

O TÃO SONHADO EMAIL DO CBIE: É seu primeiro contato com o Canadian Bureau for International Education! Você esperou, e ele chegou com as informações que você vai precisar guardar com carinho: seu número de estudante, sua senha e o link para sua inscrição. Essa é a hora de escolher três instituições de ensino, na ordem em que você gostaria que fossem levadas em consideração. Acho que esse assunto merece um post exclusivo, ok?

Importante: Todas as vezes que você tiver que entrar em contato com o CBIE (pode mandar email sem medo! Eles respondem e são super atenciosos) não se identifique como Arina Linda, e sim com o seu número de estudante!

Nesse mesmo email eles te dão um manual (own, fofos) de como fazer a inscrição corretamente, inclusive os documentos em PDF que você precisa ter em mãos ao se inscrever:

1 histórico oficial, carimbado e assinado pela sua faculdade.
2 histórico traduzido juramentado – você deve procurar uma empresa que realize esse tipo de serviço, e isso custa no máximo R$200. No caso do CBIE eles te deixam traduzir por conta própria, se o seu coordenador assinar o documento como oficial. Isso valeu pro meu edital, procure saber se vai funcionar dessa forma, ok?
3 passaporte ou prova de que você já pediu o passaporte
4 consent form que eles disponibilizam – você imprime, assina e escaneia.
5 resultado do teste de proficiência – No caso do TOEFL, você precisa colocar ou o resultado oficial que chegou na sua casa, ou o pdf do site. De qualquer forma, você tem que enviar pra lá o resultado oficial que custa U$13 pra mandar pra qualquer lugar do mundo! Uh! O endereço completo está neste mesmo documento que eles mandam com o passo-a-passo.

Se chegou até aqui quer dizer que o mantra funcionou e você está muito perto de saber em qual universidade você vai estudar pelos próximos períodos!

PASSO 2: Ganhar do CNPq o meu direito de Designer

Saiba que pra você, intercambista de áreas prioritárias, tudo vai correr bem. A única coisa que você talvez precise é conseguir que sua faculdade já participe do programa. Sinceramente, a esta altura a Dilminha já tem a maioria delas.

Pra galera de Comunicação Visual da UFRJ, as coisas não saíram como planejado. Todo mundo aceito na IES (instituição de ensino superior, é como chamam a sua faculdade a partir de agora), e todo mundo rejeitado pelo CNPq/Capes. Entramos com processo, e depois de muito sofrimento, ganhamos. Cada um precisa ganhar o próprio processo, mas fica tranquilo que no final funciona e os advogados que conseguimos são muito bolados.

As meninas da faculdade Paula Cruz e Manuella Schorchit disponibilizaram esse passo-a-passo lindão pra quem é da UFRJ, tanto para CNPq quanto para CAPES. Esses dois documentos pdf estão disponíveis aqui e aqui, respectivamente, e as etapas descritas são pra todo mundo, inclusive com o adendo pra nossa galera.

As etapas descritas como “Burocráticas” são específicas de cada país, e é a partir daqui que rola o caminho das pedras. Vamos de visto, vacina, passagem, mala, roupa de frio, computador e tudo mais – e não nessa ordem específica.

P.S.: Sabe o maior segredo dos segredos? Leia o edital quarenta vezes, entre em todos os grupos do facebook que você conseguir achar sobre CSF e repita o mantra “om-não-vou-perder-nenhum-prazommmm”.

Passo 1: Fazer um Dropbox

Se você ainda não experimentou essa belezinha, agora é a melhor hora de começar.

Há quem diga que o Dropbox é o inferno na terra, que não faz sentido, que quer chutar o computador todas as vezes que um professor disponibiliza o texto por lá. Primeiro, se você é um desses a palavra de ordem é: calma. Não tem porque chutar nada.

A única coisa que você precisa entender é que quando você baixa o dropbox pro computador, seja pc ou mac e sincroniza lá dentro, você não está fazendo cópias! O arquivo da máquina é o mesmo que o da nuvem e não tem mistério. A minha dica é usar somente o site, colocar tudo na nuvem e baixar o app pro celular.

Arina, porque esse cara vai mudar a minha vida?

Bom, pequeno intercambista, o programa Ciência sem Fronteiras não é um bicho de sete cabeças quando se trata de alunos de excelência – basta ter CR acima de 7, ter feito enem e outras tranqueiras que eu falo em outro post – o pulo do gato do programa é lidar com prazos, órgãos públicos e uma grande quantidade de documentos.

Você não imagina quantas vezes eu precisei conjurar um papel oficial em pé no ônibus em pleno transito de Ipanema, sem previsão pra chegar em casa.

Além do mais, organização está para paz de espírito assim como Canadá está para felicidade 🙂

Passo 300: Fazer um blog

Desde sempre tive blog, inclusive, já tive um que retém a maior parte de informações pré-canadenses, incluindo Ciência Sem Fronteiras, CNPq, brigas judiciais e brigas amorosas. Lá eu vomitei todas as palavras, desordenadas e a maior parte delas do ponto de vista arínico, o que não vai te servir de muita coisa, eu acho.

Meu plano é fazer um passo-a-passo até Toronto. Vou manter o outro blog em segredo por enquanto, só até conseguir organizar a vida, de forma que você: perdido na vida, entulhando o quarto de documento, consiga chegar pelo menos até aqui – 11 dias antes de entrar no primeiro avião.